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Canto Oxalá

Contos e Parábolas

Oásis

Conta uma popular lenda do Oriente Próximo, que um jovem chegou à beira de um oásis junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:
– Que tipo de pessoa vive neste lugar ?
– Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem ? – perguntou por sua vez o ancião.
– Oh, um grupo de egoístas e malvados – replicou o rapaz – estou satisfeito de haver saído de lá.
– A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui –replicou o velho.
No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião perguntou-lhe:
– Que tipo de pessoa vive por aqui?
O velho respondeu com a mesma pergunta: – Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?
O rapaz respondeu: – Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.
– O mesmo encontrará por aqui – respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
– Como é possível dar respostas tão diferente à mesma pergunta?
Ao que o velho respondeu :
– Cada um carrega no seu coração o meio ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter controle absoluto.

IANSÃ ONIRA

“Iansã Onira” é uma Iansã com algumas características diferentes do padrão de Iansã, como por exemplo o fato de ela se dar muito bem com Oxum, e até mesmo as cores Próprias – como são suas mais clarinhas e suaves, com tons de azul e rosa, coral e amarelo muitas vezes, diferente das cores fortes de Iansã como o vermelho. Nem porisso ela deixa de ser uma guerreira, e de ser agressiva e violenta.

Na verdade Onira orixá é um “independente”. Acho que foi no Brasil que se ligou uma Iansã Onira, exatamente por ela ser guerreira também, e por ela ter os Eguns ligação com. Mas é uma mãe da água doce, como Oxum, daí a sua identificação com ela. Segundo a lenda, foi quem ensinou Oxum Onira um lutar.

Em Cuba, chega-se a associar um Onira Ogum.

Eu preferiria chamá-la só mesmo de Onira, e não Iansã

○2 anos atrás

ONIRA

É uma ninfa das águas doces e seu culto aqui no Brasil é confundido com o culto de OYA (IANSÃ), por ser uma grande guerreira, também é saudada como a IANSA, pois existe uma afinidade entre as duas divindades, mas seus cultos não chegaram um fundirem-se. Seu culto na África era totalmente diferente. Tem ligação com o culto um Egun, por sua ligação e laços de amizade com OYA. Também tem laços de amizade com OSUN, pois foi ONIRA quem ensinou OSUN OPARA um guerrear. É uma Òrìsà muito perigosa por sua ligação e caminhos com OSOOya Onira

Yansã Onira” -, é uma qualidade de Yansã (Oyá), guerreira, mas que é uma ninfa das águas doces, com ligação direta com o culto dos Eguns (almas). É a dona do “atori”, uma pequena vara usada no culto de Oxalá para chamar os mortos na intenção de fazê-los participar da cerimônia. A função do “atori” é a de, assim que ao ser tocada batida no chão, que se faça o poder de fazer reinar a paz no local ou na vida de alguém e trazer-lhe abundância. O “atori” também tem a força de mandar chover regularmente para trazer a prosperidade.”Yansã Onira” deu a Oxaguiã o “atori” e seu poder de exercê-lo, além de ter lhe ensinado o fundamento e como usá-lo.

Em anos regidos por Oxaguiã, é preciso agradar muito a essa qualidade de Yansã para que ela permita que, através dela, Oxaguiã traga a paz e a abundância.”Yansã Onira” é a mãe de criação de “Logun-Edé Apanan”. Por isso, toda oferenda para essa orixá, deverá também ser oferecido um agrado a essa qualidade do orixá Logun-Edé.”Yansã Onira” reina no mundo dos mortos e tem ligação direta com Obaluaiê e Ogum, sendo que sua ligação maior é com “Oxum Opará”, que recebeu dessa qualidade de Yansã os ensinamentos para lutar e ser guerreira. Foi “Yansã Onira” que ensinou “Oxum Opará” a lutar.”Oxum Opará” ser tornou então, companheira inseparável de “Yansã Onira”, comendo juntas no bambuzal ou nos rios e tendo aprendido os fundamentos dos Eguns. Sendo assim, essa qualidade de Oxum, também tem relação direta com os Eguns (almas). Quando “Yansã Onira” e “Oxum Opará” se juntam, se tornam muito perigosas pois têm em dobro a força e a sabedoria dos guerreiros

GUIÁN, Ogun e OBALÚWÀIYÉ. Veste o coral e amarelo, contas iguais.

Iansã

O maior e mais importante rio da Nigéria chama-se Níger, é imponente e atravessa todo o país. Rasgado, espalha-se pelas principais cidades através de seus afluentes por esse motivo tornou-se conhecido com o nome Odò Oya, já que ya, em iorubá, significa rasgar, espalhar. Esse rio é a morada da mulher mais poderosa da África negra, a mãe dos nove orum, dos nove filhos, do rio de nove braços, a mãe do nove, Ìyá Mésàn, Iansã (Yánsàn).

Embora seja saudada como a deusa do rio Níger, está relacionada com o elemento fogo. Na realidade, indica a união de elementos contraditórios, pois nasce da água e do fogo, da tempestade, de um raio que corta o céu no meio de uma chuva, é a filha do fogo-Omo Iná.

A tempestade é o poder manifesto de Iansã, rainha dos raios, das ventanias, do tempo que se fecha sem chover.

Iansã é uma guerreira por vocação, sabe ir à luta e defender o que é seu, a batalha do dia-a-dia é a sua felicidade. Ela sabe conquistar, seja no fervor das guerras, seja na arte do amor. Mostra o seu amor e a sua alegria contagiantes na mesma proporção que exterioriza a sua raiva, o seu ódio. Dessa forma, passou a identificar-se muito mais com todas as actividades relacionadas com o homem, que são desenvolvidas fora do lar; portanto não aprecia os afazeres domésticos, rejeitando o papel feminino tradicional. Iansã é a mulher que acorda de manhã, beija os filhos e sai em busca do sustento.

O facto de estar relacionada com funções tipicamente masculinas não afasta Iansã das características próprias de uma mulher sensual, fogosa, ardente; ela é extremamente feminina e o seu número de paixões mostra a forte atracção que sente pelo sexo oposto. Iansã (Oyá) teve muitos homens e verdadeiramente amou todos. Graças aos seus amores, conquistou grandes poderes e tornou-se orixá.

Assim, Iansã tornou-se mulher de quase todos os orixás. Ela é arrebatadora, sensual e provocante, mas quando ama um homem só se interessa por ele, portanto é extremamente fiel e possessiva. Todavia, a fidelidade de Iansã não está necessariamente relacionada a um homem, mas às suas convicções e aos seus sentimentos.

Algumas passagens da história de Iansã relacionam-na com antigos cultos agrários africanos ligados à fecundidade, e é por isso que a menção aos chifres de novilho ou búfalo, símbolos de virilidade, surgem sempre nas suas histórias. Iansã é a única que pode segurar os chifres de um búfalo, pois essa mulher cheia de encantos foi capaz de transforma-se em búfalo e tornar-se mulher da guerra e da caça.

Oyá é a mulher que sai em busca do sustento; ela quer um homem para amá-la e não para sustentá-la. Desperta pronta para a guerra, para a sua lida do dia-a-dia, não tem medo do batente: luta e vence.

Características dos filhos de Iansã / Oyá

Para os filhos de Oyá, viver é uma grande aventura. Enfrentar os riscos e desafios da vida são os prazeres dessas pessoas, tudo para elas é festa. Escolhem os seus caminhos mais por paixão do que por reflexão. Em vez de ficar em casa, vão à luta e conquistam o que desejam.

São pessoas atiradas, extrovertidas e directas, que jamais escondem os seus sentimentos, seja de felicidade, seja de tristeza. Entregam-se a súbitas paixões e de repente esquecem, partem para outra, e o antigo parceiro é como se nunca tivesse existido. Isso não é prova de promiscuidade, pelo contrário, são extremamente fiéis à pessoa que amam, mas só enquanto amam.

Estas pessoas tendem a ser autoritárias e possessivas; o seu génio muda repentinamente sem que ninguém esteja preparado para essas guinadas. Os relacionamentos longos só acontecem quando controlam os seus impulsos, aí, são capazes de viver para o resto da vida ao lado da mesma pessoa, que deve permitir que se tornem os senhores da situação.

Os filhos de Oyá, na condição de amigos, revelam-se pessoas confiáveis, mas cuidado, os mais prudentes, no entanto, não ousariam confiar-lhe um segredo, pois, se mais tarde acontecer uma desavença, um filho de Oyá não pensará antes de usar tudo que lhe foi contado como arma.

O seu comportamento pode ser explosivo, como uma tempestade, ou calmo, como uma brisa de fim de tarde. Só uma coisa o tira do sério: mexer com um filho seu é o mesmo que comprar uma briga de morte: batem em qualquer um, crescem no corpo e na raiva, matam se for preciso.

OXUM

Oxum na religião yoruba, é uma (Orixá) que reina sobre a água doce dos rios, o amor, intimidade, beleza, riqueza e diplomacia. Oxum, um orixá querido para os seguidores do candomblé.Oxum é dona do ouro, e é a dona da nação ijexá.

 

África

Osun, Oshun, Ochun ou Oxum, na Mitologia Yoruba é um orixá feminino. O seu nome deriva do rio Osun, que corre na Iorubalândia, região nigeriana de ijexá e Ijebu. Identificada no jogo do merindilogun pelos odu ejioko e Ôxê, é representada pelo candomblé, material e imaterialmente, por meio do assentamento sagrado denominado igba oxum.

Rio Osun em Osogbo (Foto Alex Mazzeto).

É tida como um único Orixá que tomaria o nome de acordo com a cidade por onde corre o rio, ou que seriam dezesseis e o nome se relacionaria a uma profundidade desse rio. As mais velhas ou mais antigas são encontradas nos locais mais profundos (Ibu), enquanto as mais jovens e guerreiras respondem pelos locais mais rasos. Ex.: Osun Osogbo, Osun Opara ou Apara, Yeye Iponda, Yeye Kare, Yeye Ipetu, etc.

Em sua obra Notas Sobre o Culto aos Orixás e Voduns, Pierre Fatumbi Verger escreve que os tesouros de Oxum são guardados no palácio do rei Ataojá. O templo situa-se em frente e contém uma série de estátuas esculpidas em madeira, representando diversos Orixás: “Osun Osogbo, que tem as orelhas grandes para melhor ouvir os pedidos, e grandes olhos, para tudo ver. Ela carrega uma espada para defender seu povo.”

O Festival de Osun é realizado anualmente na cidade de Osogbo, Nigéria.

O Bosque Sagrado de Osun-Osogbo, onde se encontra o Templo de Osun, é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2005.

[editar] Grande desavença

Oxum, Iansã e Obá eram esposas de Xangô. Muitos dizem que Oxum enganou Obá e a induziu a cortar a orelha e colocá-la no amalá de Xangô, criando, com isso, uma grande desavença entre ambas. Mas, na verdade, Obá apenas cortou sua orelha para provar seu amor a Xangô. Muitos difundiram este mito porque Oxum é a orixá da beleza e da juventude, ao passo que Obá tem mais idade e protege as mulheres dignas, idosas e necessitadas, além de trabalhar com Nanã. Quem afirmar que há uma desavença entre Oxum e Obá e que esta é a menos amada por Xangô está totalmente enganado, porque Obá é aquela mulher que fica ao lado do marido e que mais recebe o amor dele. Quanto ao fato de algumas qualidades lutarem entre si, não é por causa da “desavença”, que nem é verdadeira, e sim porque as qualidades fazem uma representação de conflitos e guerras do tempo em que tais qualidades estavam na Terra. Do mesmo jeito que, se houver uma qualidade de Iansã que, quando viveu na Terra, teve uma guerra com Ogum, quando ambos incorporarem, representarão uma luta entre si, para mostrar que possuiam certa desavença, e um pouco da história do mundo. Vale lembrar que estamos falando dos ORIXÁS Obá e Oxum, e não de suas qualidades (caminhos). Os orixás tiveram uma história aqui na Terra, e as qualidades, outra. Então, se Iansã tiver um conflito com Ogum, não podemos dizer que a Iansã (ORIXÁ) tem conflito com o Ogum (ORIXÁ), porque quem tem a desavença são suas qualidades, e não os orixás entre si.

[editar] Brasil

Oxum é um Orixá feminino da nação Ijexá, adotada e cultuada em todas as religiões afro-brasileiras. É o Orixá das águas doces dos rios e cachoeiras, da riqueza, do amor, da prosperidade e da beleza. Em Oxum, os fiéis buscam auxílio para a solução de problemas no amor, uma vez que ela é a responsável pelas uniões, e também na vida financeira, a que se deve sua denominação de “Senhora do Ouro“, que outrora era do Cobre, por ser o metal mais valioso da época.

Na natureza, o culto a Oxum costuma ser realizado nos rios e nas cachoeiras e, mais raramente, próximo às fontes de águas minerais. Oxum é símbolo da sensibilidade e muitas vezes derrama lágrimas ao incorporar em alguém, característica que se transfere a seus filhos, identificados por chorões.

[editar] Arquétipo

Seus filhos e filhas são doces, sentimentais, agem mais com o coração do que com a razão e são muito chorões. Também são extremamente vaidosos e conquistadores, adoram o luxo, a vida social, além de sempre estarem namorando.

[editar] Qualidades de Oxum

  • Kare – veste azul e dourado, cor do ouro. Usa um abebé e um ofá dourados.
  • Iyepòndàá ou Ipondá – é a mãe de Logunedé, orixá menino que compartilha dos seus axés. Ambos dançam ao som do ritmo ijexá, toque que recebe o nome de sua região de origem. Usa um abebé (espelho de metal) nas mãos, uma alfange (adaga)[1], por ser guerreira, e um ofá (arco e flecha) dourado, por sua ligação com Oxóssi. É uma das mais jovens.
  • Yeyeòkè
  • Iya Ominíbú
  • Ajagura
  • Ijímú
  • Ipetú
  • Èwuji
  • Abòtò
  • Ibola
  • Gama (Vodun feminino da mesma energia de Sakpatá, incorporado ao culto Yorubá através de sua concernente Oxum)
  • Oparà ou Apará – qualidade de Oxum, em que usa um abebé e um alfange (adaga) ou espada. Caminha com Oya Onira, com quem muitas vezes é confundida. Diferente das outras Oxuns por ter enredo com muitos Orixás, vem acompanhada de Oyá e Ogum.

Sete folhas mais usadas para Oxum

[editar] Sincretismo

Oxum.

Oxum.

Nas religiões afro-brasileiras é sincretizada com diversas Nossas Senhoras. Na Bahia, ela é tida como Nossa Senhora das Candeias ou Nossa Senhora dos Prazeres. No Sul do Brasil, é muitas vezes sincretizada com Nossa Senhora da Conceição, enquanto no Centro-Oeste e Sudeste é associada ora à denominação de Nossa Senhora, ora com Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

11-11-11

Hoje, é uma data rara no calendário: 11 de novembro de 2011 ou 11-11-11 ou 11/11/11. Uma coincidência explorada como fonte de hipóteses disseminadas pela internet. As especulações falam da abertura de uma porta para outra dimensão até do fim do mundo. Outros não duvidam que esta é apenas mais uma sexta-feira que de especial só tem o fato de anteceder um feriado prolongado.

Na numerologia, as repetições são conhecidas como mestres, caso do 11 e os múltiplos (22, 33, 44, entre outros). Quando a repetição é tripla, é considerada mais forte. Hoje: dia, mês e ano iguais. Às 11 horas, 11 minutos e 11 segundos, novamente os números se encontram.

Mas o que a data e o horário podem influenciar nas vidas das pessoas? Para o numerólogo paulista Celso Junqueira, nada. “As pessoas procuram coincidências e, se procuramos, vamos encontrar. Afinal, estamos no ano 2011, por que esquecer o 2000? Não acredito que esta seja uma data favorável a isto ou àquilo”, afirma.

Para ilustrar esta procura, ele lembra de uma brincadeira. “Pegue os últimos dois dígitos do ano em que você nasceu e some com a idade que você vai ter até o fim de 2011 e o resultado será 111 para todos. Por exemplo: João nasceu em 1981. 81 mais 30 são 111”, constata. Para as pessoas que acreditam que a data mereça atenção, Junqueira declara que deveríamos voltar 900 anos e observar o dia 11 de novembro do ano 1111. “Neste sim deve ter acontecido algo importante”, ressalta.

Para a taróloga Jaqueline de Oliveira, o número 11 é agradável. A 11ª carta do baralho é a força, com a imagem de uma mulher abrindo a boca de um leão.

“É uma força sem violência, no sentido da persuasão. Não tenho nada contra este número apesar de alguns eventos, como o 11 de setembro, tenham acontecido neste dia. É uma carta boa”, opina.

Reforçando a mística sobre o número, outra numeróloga, Cris Vemmezi, acredita que hoje é um dia de grande abrangência espiritual. “O número 11 está relacionado à iluminação e ao crescimento de consciência. Como somos seres espirituais em uma vivência humana, precisamos nos conhecer e ascender a planos mais elevados. A data é um portal que traz, para quem já está preparado, a consciência da unicidade com o Pai. Uma oportunidade para que nos unirmos em todo o planeta para que a energia do planeta e da humanidade possa ser transformada”, indica.

Um conselho de Vemmezi para quem quiser entrar em sintonia com a espiritualidade é que fique em silêncio e medite sobre o divino. “Assim você emanará alegria, amor e luz para toda a humanidade e para o planeta”, aconselha.